quarta-feira, 5 de março de 2014

02/03/2014

Falhar vez após vez
Errar cada previsão,
Sentir a total desilusão
Sem perceber como o fez

Redime-se por momentos
De incerta reconquista,
Mas logo então se despista
E regressa aos lamentos

Não sabe como seguir
Já só orientado pela vontade,
Com pavor teme que há-de
Levá-lo a repetir

Mantém-se na inquietação
Perdido em amnésia seletiva,
E sente a criatividade cativa
Deixá-lo na solidão

E agora isolado
Só lhe resta a caneta,
E vê num poeta maneta
A imagem do seu estado

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